ProjetoInstitucional Leitura na praça: ação comunitária, atitude inteligente.
Os livros não transformam o mundo. Os livros transformam as pessoas, e as pessoas é que transformam o mundo. Mário Quintana
O Diagnóstico de Leitura realizado entre os dias 30 e 31 de março, com os alunos do Ensino Fundamental II, apresentou um resultado negativo, detectado pelos professores desde a aplicação até a tabulação e análise dos resultados. Estes destacaram os seguintes problemas: a leitura não é uma prática social comum no cotidiano dos alunos, estes não conseguem localizar informações explicitadas no texto, realizar inferência, nem fazer reflexões a partir do texto. Pensando nesta situação a Escola Municipal Maria Quitéria (E.M.M.Q.), resolveu implementar esse ProjetoInstitucional de Leitura, envolvendo toda a comunidade escolar nesta atividade que visa a valorização e compreensão das diferentes formas de leituras e linguagens que permeiam nossa sociedade, em ações que aproximem a leitura por prazer a educação escolar. Isso significa redefinir a leitura na sala de aula e na escola como um todo, não apenas para cumprir tarefas, mas a leitura como prática social construtora de sentidos e significados para a comunidade. A leitura deve ser vista como prática social e não como uma prática mecânica de aprendizagem que limita e até distancia o aluno da leitura como prática social. Neste sentido a escola tem que proporcionar uma prática de leitura prazerosa, onde o aluno ingresse “no mundo da linguagem escrita através da magia da leitura” (FERREIRO, 2002), para que este, de fato, torne-se leitor pleno. À escola foi delegada a missão de forma leitores, porém a E.M.M.Q. quer ir além, não ficar no exercício de habilidades básicas de leitura, como a decodificação das letras, fomentando ainda mais o índice do analfabetismo funcional no país. A E.M.M.Q. que formar leitores plenos, conhecedores da história da humanidade e capazes de interagir com ela. Numa perspectiva, em que cada estudante perceba-se como agentes histórico, no processo de humanização do homem (SOUZA, 2009), tendo a leitura como instrumento de formação integral do aluno, capaz de influenciar e ser influenciado por esta. É evidente a necessidade de a escola estar em contado direto com a realidade social dos alunos. A escola não é um “corpo estranho” à sociedade, ela é produto social, esta inserida em uma realidade que necessita ser estudada e, muitas vezes, transformada. A escola carrega consigo poderes de perpetuar e modificar discursos, portanto, é inegável a responsabilidade desta para a atual situação a qual de encontra o ensino hoje. Não queremos com isso, fazer um discurso em que a escola seja culpada por todas as mazelas da sociedade, porém na escola podemos encontra vários seguimentos e opiniões que formam a nossa sociedade (SOUZA, 2009). Este poder de concentrar os complexos seguimentos que fazem à sociedade que devem ser levados em canta quando propomos inovações, como a de leitura, “que venha proporcionar uma mudança de atitude e de responsabilidade social dos estudantes e de toda a comunidade escolar” (SOUZA, 2009). Portanto, o Projeto pretende “perpassar as paredes das salas de aula e os muros da escola e chegar a toda a comunidade” (BOA VISTA DO TUPIM), envolvendo a comunidade em ações de leitura, onde esta possa sentir-se cooresponsável pela formação leitora dos estudantes. Sendo assim, pretende-se lavar os alunos, a comunidade e toda a escola a participarem ativamente do ProjetoInstitucional LEITURA NA PRAÇA; AÇÃO COMUNITÁRIA, ATITUDE INTELIGENTE, descobrindo o que ler, criando e recriando situações de leitura e adequando-as à sua realidade e ao seu modo de vida.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BAPTISTA, Francisca Mª Carneiro e BAPTISTA, Naidison de Quintella (orgs.). Baú de Leituras: lendo histórias, construindo cidadania. Feira de Santana, Bahia: Movimento de Organização Comunitária (MOC), 2008. BRASIL, Ministério da Educação. Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE): leitura e bibliotecas nas escolas públicas brasileiras. Brasília: Ministério da Educação, Secretária de Educação Básica, 2008. BERENBLUM, Andréa. Por uma política de formação de leitores. Brasília: Ministério da Educação, Secretarias da Educação Básica, 2009. BOA VISTA DO TUPIM, BAHIA. ProjetoInstitucional: Leitura na Calçada. Prefeitura Municipal de Boa Vista do Tupim; Secretaria Municipal de Educação e Cultura, s/d. FERNANDES, Jaiza Helena Moisés. Jornal da Escola. Tudo de bom. Mundo Jovem, Porto Alegre, Ano 46, N. 385, p. 9, abril de 2008. FERREIRO, Emilia. Passado e presente dos verbos ler e escrever. São Paulo: Cortez, 2002. LEITURA, Uma atitude inteligente (Subsídio encartado no Mundo Jovem). Porto Alegre, Ano 1. N. 1, março de 2010. LER EM TODAS AS DISCIPLINAS. Nova Escola, São Paulo, Edição Especial, N. 28, novembro de 2009. LERNER, Delia. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002. NADAL. Paula. Leitura para toda a escola. Nova Escola, São Paulo, Abril de 2009. PEREIRA, AndréaKluge. Biblioteca na escola. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2009. TAVARES, C. M. do N.; CABRAL, L. L. D.; MIRANDA, L. de F. B.; ANDRADE, M. A. O. e TORQUETTE, R. G. ProjetoInstitucional: Leitura pelo professor. Uberlândia, MG: Prefeitura Municipal de Uberlândia; Secretária Municipal de Educação, 2008. Disponível em www.formaremrede.org.br, acesso em 03 de maio de 2010. RANGEL, Egon de Oliveira. Dicionários em sala de aula. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2009. SOUZA, Roberto dos Santos. Plano de Curso: História: 5ª a 8ª série – Ensino Fundamental II. Tapiramutá, BA: Escola Municipal Maria Quitéria; Secretaria Municipal de Educação e Cultura, 2009. VARGAS, Maria do Carmo de Oliveira. Incluir a biblioteca na vida escolar. Mundo Jovem, Porto Alegre, Ano 46, N. 389, p. 7, agosto de 2008.
Para lançamento do Projeto Institucional – Leitura na Praça: Ação Comunitário, Atitude Inteligente – a direção e coordenação da Escola Municipal Maria Quitéria, organizou o 1º Café Literário, que contou com a presença de todos os funcionárias da escola. Foi um momento de união, de conhecimento e de compartilháramos experiências leituras, muito bom.
Confiram as fotos.
Roberto, Professor-Coordenador
Mesa do Café
Mesa de Leitura
Professora Patrícia (Matemática) e a Diretora Gildene
Professora Marluran (Línguas): Compartilhando suas experiências leitora e escritora
Roda de Leitura
Dinâmica do Abraço
Abraço Coletivo
Mesa de Leitura
Professora Ione Francisca - Ciências e Fundamental I
Poesias e Dinâmica
O que é a Felicidade, poesia de Marluran
momento de emoção
De quatro em quatro anos, uma febre toma conta do país: a febre do futebol. Aproveitando esse agito que movimenta todo o país, a Escola Municipal Maria Quitéria (E.M.M.Q.), resolveu trazer essa magia do futebol para a sala de aula, com seu time de craques (professores/as), realizarão jogadas campeãs, todos juntos, pra frente, ajudando o time a conquistar mãos esse título de aprendizagem.
Nas páginas que seguem, encontraremos uma discrição de como será executada esse projeto temático, que aliando a magia do futebol à sala de aula, busca criar um clima participativo que favoreça a aprendizagem dos alunos.
Justificativa
“Paixão nacional”, o futebol não deve ficar restrito as quadras, as peladas ou ao horário do recreio. O maio evento esportivo da terra, que começa em junho, na África do Sul, é um excelente ponto de partida para contextualizar a magia do futebol em todas as disciplinas, de 5ª a 8ª série.
Quando o tema é Copa do Mundo, ninguém encontrará outro assunto mais importante, na escola o evento consegue causar uma comoção total, alunos, professores e funcionários, ninguém consegue falar de outra coisa. Consciente dessa magia, aproveitamos o acontecimento para enriquecer e dar mais sentido às aulas, conhecer e saber um pouco mais sobre os países que participarão da Copa e da África do Sul, em particular por ser a sede do evento.
Sabemos que o futebol é uma prática esportiva/ cultural mais difundida no Brasil. É possível até pensar que futebol e sala de aula, sejam dois universos distintos, porém neste propósito a união destes dois universos visa dar aos alunos a possibilidade de conhecer diferentes culturas, sociedade a partir dessa prática esportiva.
Objetivo Geral:
Utilizar o torneio (Copa do Mundo de Futebol) em todas as dimensões educativas, desenvolvendo os conhecimentos e as competências curriculares em todas as disciplinas.
Objetivos Específicos:
·Contextualizar a prática esportiva/ cultural ao programa de todas as disciplinas do Ensino Fundamental II;
·Conhecer as diferentes culturas dos países que participarão da Copa do Mundo de Futebol;
·Valorizar o trabalho em grupo;
·Conhecer a história do futebol no mundo e como se tornou uma “paixão nacional”;
·Analisar e conhecer as várias sociedades, culturas e etnias da África, valorizando-as e respeitando-as;
·Repudiar todo ato de preconceito e discriminação e valorizar a diversidade cultural.
Resultados esperados/ Metas
·Alunos e professores estudando, discutindo e construindo conhecimento a partir do futebol;
·Desenvolvimento de aulas dinâmicas, que evolva os alunos num clima de festa e aliando ao contexto de aprendizado;
·Que alunos/as e professores/as compreendam que a diversidade é um dos valores essenciais da condição humana;
·Que no mínimo 98% dos alunos/as sejam envolvidos nas atividades a serem desenvolvidas;
·Formação dos alunos/as com conhecimento sobre cultura e história africana e afro-descendente, contribua para disseminação de informações sobre o respeito e a valorização da identidade nacional e da diversidade cultural;
·Que os alunos valorize o trabalho em grupo na busca de um objetivo comum.
·Despertar nos alunos o senso de igualdade e solidariedade.
Procedimentos mitológicos
Como se trata de um projeto coletivo e interdisciplinar, a maneira a serem desenvolvidas as atividades/aulas será de responsabilidade dos professores. Anexo ao projeto encontra-se algumas sugestões de textos que poderão ser utilizados pelos professores nas suas aulas.
Iniciaremos a execução deste projeto com uma reunião com os professores e a direção da escola, apresentando o projeto e sua proposta educativa para a escola e a comunidade. Na oportunidade escolheremos os professores que ficarão responsáveis por apresentar o projeto por sala, isso não significa que as atividades deste professor com o tema se darão apenas nesta classe, a escolha de professor para apresentar o projeto por sala é apenas uma formalidade para que não ocorra a mesma apresentação duas vezes em uma mesma sala.
A execução das atividades/aulas pelos professores se dará em suas aulas, adaptando o conteúdo a temática do projeto, ou até mesmo com aulas que discuta especificamente o tema. Apresentamos algumas sugestões que podem ser tratado em sala de aula, o professor poderá acrescentar outros assuntos que, por ventura, achar de importância ser abordado em sala de aula.
Sugestão de atividade
EDUCAÇÃO FÍSICA:
A Educação Física faz ligação direta com o torneio. O professor pode enriquecer a vivência do aluno explicando regras, técnicas e jogadas para ele apreciar melhor as partidas pela TV e aprimorar as disputas na escola.
oDiscussão sobre o regulamento atual do esporte, para propor novas regras para um, possível torneio interclasses;
oOrganização de partidas que misturem meninos e meninas (futebol, vôlei, handebol, basquete...);
oAnalise atenta dos jogos da Copa, identificando jogadores, táticas e movimentações;
oDiscussão sobre as causas da violência nos estádios – sugestões de como solucionar esse grave problema social;
Para a disciplina que se dedica À educação do corpo, brincadeiras que privilegiam as competições em equipe. (Anexo: Um jogo de tabuleiro que veio da África, Nova Escola, novembro de 2005, p. 64-65).
Em jogo de equipe, ninguém ganha sozinho. Diferentemente dos treinos esportivos profissionais ou amadores – cujo objetivo é melhorar o rendimento de cada atleta e aprimorar a performance do time para vencer qualquer partida –, as aulas de Educação Física têm como uma das principais metas despertar nos alunos o senso de igualdade e solidariedade.
Em quadra, é importante ajudar a turma a derrubar dois mitos: o primeiro é pensar que o futebol é coisa de homem. A brasileira Delma Gonçalves, a Pretinha (veterana da Copa do Mundo Feminina, convocada para jogar em quatro edições do campeonato) e Marta Vieira da Silva (eleita a melhor jogadora do mundo) estão aí para provar o contrário. A Federação Internacional de Futebol Association (FIFA) organiza desde 1991 a Copa Feminina – a primeira foi na China. O torneio se realiza de quatro em quatro anos, tem a participação de 16 países e é acompanhado por mais de 500 milhões de espectadores em todo o mundo.
O segundo mito é o que diz que as pessoas portadoras de deficiência não têm habilidades para os esportes. Eles não só praticam quase todas as modalidades como jogam futebol (e bem) em campo e em quadra.
Os times aqui são mitos:
1.Comece a aula explorando as diversas maneiras de jogar futebol (de campo, society, de salão). Pergunte o que os alunos sabem sobre cada modalidade e que regras conhecem. Qual a diferença entre o futebol amador e o profissional? Tire as dúvidas da turma e informe, caso ninguém se lembre, que o esporte também é praticado por mulheres e pessoas com deficiência física. E já avise que meninos e meninas vão entrar em campo juntos. Em seguida, pergunte quem já pratica o esporte. Com quem a garotada costuma jogar e onde?
2.Antes de começar a partida, organize um exercício de passe para verificar as habilidade de cada um. Todos ficam em círculo e trocam passes.
3.Forme duplas mistas, mesclando as habilidades: um que temo chute mais fraco com alguém que chute forte. Separe as duplas em dois times. De mão dadas meninos e meninas vão compartilhar as funções durante o jogo.
ARTES
Na dança, nas máscaras e nos desenhos:
Usar elementos da cultura dos povos africanos em todas as séries: trabalhar conceitos de artes abstrata, geometrismo, danças, mitos, adereços e máscaras, relacionando essas produção às manifestações artísticas do Brasil; o desafio é não resvalar no preconceito nem cair no encantamento do exótico.
Ao conhecer a cultura egípcia, os alunos estudam as pirâmides e os triângulos; olhando gravuras que retratam a construção dos monumentos, eles tentam estimar a quantidade de pessoas que trabalharam na obra e de tijolos usados.
Pode-se estudar simetria usando alguns símbolos egípcios, pode-se apresentar figuras egípcias e pedir que os alunos intérprete-as. Conhecendo os deferentes significados – como pureza espiritual (unsum), solidez e perseverança (wawa aba), precisão e habilidade (nkyimu) –, eles podem perceber a importância de ler imagens. No fianla, a turma pode eleger valores como amizade, respeito e solidariedade – mais próximos deles – e criarem símbolos simétricos para eles.
Explorando a criatividade:
O Brasil vive um momento de grande criatividade popular. Cabe ao professor estimular a turma a produzir e interpretar as manifestações visuais encontradas nos estádios.
1.Análise dos mascotes das copas, que retratam os países-sedes.
2.Criação de mascote para representar a escola na copa.
3.Estudo dos brasões e símbolos das seleções, com origem, influência estéticas, cores e formas utilizadas.
4.Pesquisa de obras artísticas sobre o futebol (Cândido Portinari, um dos nossos maiores pintores, retratou um grupo de meninos disputando peladas em sua cidade natal “Futebol em Brodósqui”).
5.Interpretação de letras de músicas e gritos de guerra cantados pelas torcidas.
6.Observação da arquitetura dos estádios, relacionando o estilo com o lugar que foram construídos.
7.A Bandeira Brasileira, a bandeira do país que estar sediando a Copa, as bandeiras dos demais países.
8.Músicas de copas anteriores, músicas que abordam o tema futebol, bem como jingles antigos e recentes com o tema futebol.
Há 7 milhões de anos houve a separação entre as linhagens do macaco e do que viria a ser o homem mais tarde. Os fósseis mais antigos de nossos ancestrais foram encontrados no Vale da Grande Fenda, formação que atravessa a Etiópia, o Quênia e a Tanzânia. Milhões de anos depois, o Homo erectus teria partido dessa região para povoar a Ásia e a Europa, onde se transformou em homem de Neanderthal. Os que continuaram na África evoluíram para a espécie sapiens, que mais uma vez migrou, dizimando ou substituindo os neandertais e os hominídeos asiáticos. E assim o planeta foi povoado.
Douglas Verrangia, biólogo e pesquisador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal de São Carlos, ressalta a importância de o professor mencionar isso ao abordar a evolução das espécies, esclarecendo que biologicamente todos os seres humanos são parecidos e que as pequenas diferenças físicas não interferem na capacidade intelectual: “isso vão ajudar o aluno a desmontar o falso embasamento científico que subdividiu a humanidade em raças, no século 19, idéia que perduram até hoje”.
Gislaine Mara Piran, professora de Ciências e também coordenadora pedagógica da Escola Estadual Luigini Buritto, inclui essa discussão nas aulas para as turmas de 5ª a 8ª séries durante o estudo do corpo humano e da genética: “deixo claro que alguns povos tem mais melanina na pelel em conseqüência da adaptação ao ambiente em que viviam”. Em história das Ciências, você pode citar as contribuições dos povos africanos para a medicina e outras áreas.
Já é tradição à Copa revelar novidades tecnológicas: estádios ultra modernos, uniformes com fibra especial, dieta para aumentar o rendimento dos atletas, avançaos em telecomunicações. Ótimas dicas para as aulas de ciências.
1.Demonstre de como as informações de imagens e som viajam de um ponto a outro do planeta – ondas invisíveis de som e imagem utilizam o espaço para se propagar, viajando em altíssima velocidade;
2.Pesquise sobre os efeitos do doping e comparação com aditivos e suprimentos alimentares usados em academias
3.Estudo do funcionamento do corpo dos atletas durante as partidas. O que é adrenalina? Quando ela é liberdado?
4.Quais os seus efeitos? Quais os nutrientes necessários para um bom preparo físico?
5.A saúde: alimentação, prática de esporte, o condicionamento físico, saúde mental, o repouso;
6.O fumo e o álcool: são incompatíveis com a prática de esportes.
Foi na África, há milhões de anos, que apareceram nossos ancestrais e dali partiram para povoar a Europa e a Ásia. Lá também foram encontrados os primeiros centros universitários e culturais de que se tem registro (Tumbuctu, Gao e Djene). O reino do Congo, por exemplo, era dividido em aldeias familiares, distritos e províncias e todos oas governadores eram conselheiros do rei. No império de Gana, os monarcas se reuniam todos os dias com súditos para papear, ouvir reclamações e tomar decisões. Essas informações são comparadas com o modo de vida do negro no nosso país, na época da escravidão, nos quilombos e nos dias de hoje.
“A tradição oral é forte nas culturas africanas, mas os povos também sabiam ler, escrever e viviam em cidades desenvolvidas”, destaca Assumpção.
No Brasil, o futebol é mais que um esporte. É uma manifestação cultural - com uma história. Investigar suas raízes e transformações é uma forma de ampliar o olhar sobre ele e imprimir-lhes outros significados.
1.Pesquisa sobre o processo que transformou esse esporte em “paixão nacional”.
2.Identificação das características tipicamente brasileiras que estão sintetizadas no comportamento dos jogadores da nossa seleção – identidade afro-brasileira: samba, pagode, festa, etc.
3.Interpretação de charges que falem sobre a relação entre política e futebol.
4.Discussão sobre o patriotismo que surge na época da Copa, questionando por que ele não se mantém vivo em outros momentos.
5.História/retrospectivas das Copas.
6.Curiosidade sobre a vida das pessoas do país onde ocorre a Copa – usos e costumes.
7.Acompanhar a agenda da Copa e os jogos do Brasil, bem como seus adversários;
8.Os jogadores brasileiros afro-descendentes;
9.As contribuições africanas (cultural, social, demográfica...), para a formação do Brasil.
MATEMÁTICA
O campo de futebol e a tabela rendem aulas de geometria e de probabilidades[5]
Boa parte da turma nem imagina quanta Matemática existe nos jogos de futebol. Ela está presente na elaboração das tabelas de jogos, na geometria do campo e nas diversas estatísticas, que permitem avaliar o desempenho da cada time – média de gols, números de passes errados ou certos etc. sem perceber, os jogadores fazem cálculos mentais para estimar a distância em que está o companheiro e a força que precisa ter o chute para a bola alcança-lo. Os técnicos, por sua vez, definem táticas em que estabelecem áreas no gramado para cada membro do time atacar ou defender. Enfim, há inúmeras possibilidades de aproveitamento dos jogos da copa.
São muitos os números envolvidos numa competição: pontos, gols, faltas, impedimentos... A Matemática oferece as ferramentas necessárias para a turma interpretar esses dados, ler tabelas e fazer projeções.
1.Construção de gráficos para avaliar a evolução dos times;
2.Identificação de forma geométrica no campo;
3.Utilização de conhecimentos de geometria para entender as regras e as jogadas ensaiadas – que podem ser reproduzidas numa maquete;
4.Confecção de uma tabela com pontos ganhos, ranking de artilheiros, saldos de gols e outros dados significativos sobre o torneio.
5.Análise das informações de tabela da Copa do Mundo para solucionar problemas e fazer projeções estatísticas;
6.Criar problemas;
7.Quantas vezes o Brasil foi campeão? Significado da palavra Penta (bem como tetra, tri, bicampeão);
8.Significado dos termos: oitavas de final, quartas de final, semi final e final;
9.Quantidade de jogadores num jogo de futebol;
10.Os reservas (função)
11.Agenda da copa
12.O comércio que envolve a Copa (bandeiras, camisas, apito, etc.).
GEOGRAFIA
O continente africano é amplamente conhecido pelas suas belezas naturais, principalmente quando se refere à grandiosa vida selvagem. Porém, o que encontramos de imenso neste continente é uma enorme diversidade física e sócio-econômica, pois existe neste espaço desde extensos vales férteis, aonde a vida parece não ter fim, até desertos gigantes, como é o caso do Saara, o maior do mundo. O contraste da pobreza e riqueza também é muito visível por toda sua extensão continental, sendo caracterizado principalmente pelas péssimas condições de vida em muitos países. O termo“berço da humanidade”é dado em razão da África abrigar uma das civilizações mais antigas e intrigantes do globo, osegípcios, que formaram um poderoso “império” a 4 mil anos atrás. Portanto, toda essa riqueza cultural e natural existente no continente, torna a África um espaço muito particular.
Em conseqüência a esta diversidade, não é tarefa fácil dividir a África por regiões devido a sua heterogenidade ao longo do continente. Porém, pode-se definir duas formas básicas de classificação regional: as questões físicas (localização geográfica) e questões humanas (cultura/ocupação)
Miséria, epidemias e guerras civis existem hoje nos diversos países da África. Mas também estão presentes em outros lugares. Usando noticias de jornal e livros, discutir com as turmas as guerras civis, a fome e a epidemia de Aids em alguns países da África. Pesquisar problemas comuns no Brasil e dos povos africanos, destacar a importância dos afro-descendentes para a economia e a demografia brasileira; destacar a importância dos afro-descendentes em Washington, Capital dos Estados Unidos – presidente.
O mundo num estádio
Muito antes de se começar a falar em globalização, o esporte ignorava fronteiras. Os conhecimentos geográficos facilitam a interpretação dessas diferentes realidades que, a partir de maio entrarão em campo.
1.Pesquisa sobre aspectos físicos, sociais, econômicos e humanos da África do Sul, o país-sede da Copa, para posterior comparação com os mesmos indicados brasileiros.
2.Levantamento dos espaços - públicos e privados - usados para a prática do futebol na cidade de Anápolis.
3.Confecção de um mapa com todos os países participantes da Copa, com destaque para o fuso horário de cada um. (o conceito de fuso horário).
4.A Copa também da sentido ao mapa-múndi e a muitos nomes, fatos e conhecimentos geográficos e históricos. (quem já tinha ouvido falar na República dos Camarões antes de os "leões africanos" aparecem no cenário futebolístico, no Mundial de 1990); coloca no mesmo campo inimigos políticos (em 1998, os jogadores de Irã e Estados Unidos trocaram flores no gramado).
5.Aproveitar a ocasião para explicar a dinâmica do sistema capitalista (a quantidade de marcas de patrocínio estampadas nos estádios e nas roupas dos jogadores nos ajuda a ver que não é só o futebol que está em jogo, mas o comércio de produtos, os atletas estão inseridos num sistema econômico que vê tudo como mercadorias).
6.Localização no mapa da sede da Copa
7.Observar no meio ambiente as mudanças ocorridas em razão da Copa (pinturas, enfeites em geral) e analisar os aspectos positivos (torcida) e negativos (poluição Visual, sujeira).
Essa afirmação pode parecer absurda, mas não é. “Há uma tendência em falar da África como se todos que ali vivem tivessem os mesmo hábitos e tradições”, diz Rafael Sânzio Araújo dos Anjos, coordenador do Centro de Cartografia Aplicada e Informação Geográfica da UnB. Ele sugere que o professor localize em mapas os diversos povos que vieram para o Brasil e as riquezas da cada região, principalmente as minas de ouro e diamantes, para a turma entender os motivos da exploração.
Ao falar sobre os diversos povos, é possível destacar as contribuições de cada um para a economia do Brasil Colônia. “Eles trouxeram para cá a melhor tecnologia dos trópicos”, informa Rafael. Tanto que os donos das terras encomendavam os mercadores mão-de-obra especializada para a atividade de seus domínios: a enxada, o arado e técnicas de irrigação vieram para o Brasil com os negros.
Mesmo quando o idioma a ser aprendido é o inglês, é possível inserir a cultura africana e afro-descendente. Pode-se levar para a sala de aula letras de músicas do afro-descendente jamaicano Bob Marley e de outros cantores negros e texto em inglês sobre a vida de lideranças como os americanos Malcom X e Martin Luther King. A introdução da cultura negra no ensino de língua inglesa deixa o aprendizado mais próximos dos afro-descendentes.
Campeonatos mundiais colocam em contato gente das mais diversas nacionalidades. O conhecimento de outros idiomas possibilita comunicação com essas pessoas e acesso aos universos culturais dos quais eles fazem parte.
1.Análise das expressões, imagens e gritos de guerra usada por torcedores das diferentes nações;
2.Busca em jornais e sites estrangeiros de notícias que falem sobre o desempenho do Brasil no maior torneio de futebol do planeta;
3.Pesquisa sobre as origens do futebol na Inglaterra, pa´tria mãe da língua inglesa.
LÍNGUA PORTUGUESA
Papo mais coerente
Poucos assuntos provocam tantas discussões acalorados como o futebol. O domínio da língua portuguesa ajuda a construir argumentos coerente e a expressar as idéias com mais clareza e confiança.
1.Pesquisa de expressões futebolísticas que foram incorporadas ao vocabulário corrente: qual o significado original de cada uma dessas expressões e o uso que ela ganhou no idioma fora do contexto esportivo.
2.Comparação da linguagem usada pelos locutores de rádio e televisão com o texto escrito nos jornais e nas revistas para descrever os jogos;
3.Exercícios para desenvolver a argumentação, habilidade fundamental em qualquer conversa;
4.O Hino Nacional – a letra do hino enfatizando as palavras que as pessoas mais erram, pesquisa no dicionário do significado das palavras mais fesconhecidas;
5.organização de litas de nomes comuns no futebol. De nomes próprios (nomes dos jogadores, técnicos, arbitro e demais personalidades do futebol na Copa);
6.Leitura de noticiários diários – textos jornalísticos, revistas, contos, poesias, músicas, crônicas, etc.
ENSINO RELIGIOSO
Envolver todo o conteúdo no tema PAZ e RESPEITO, já que se fala em campeonado mundial:
1.Abordar a união dos povos pelo esporte, a necessidade de um trablho coletivo bem planejado;
2.O respeito entre os envolvidos e com as regras, bem como aceitação de que não se vence sempre;
3.Pode-se pedir que os alunos definam racismo, preconceito e discriminação e criem situações dramatizando esses conceitos pra os colegas;
Cronograma de atividades
Data
Atividade
Maio
3º semana
·Apresentação do projeto para os professes.
·Escolha dos professores responsável por apresentar o projeto na sala
·Planejamento pelos professores, na construção de estratégias metodologias para desenvolver o projeto.
4º semana
·Apresentação de projeto para alunos.
Junho
1º Semana
·Desenvolvimento de atividades em sala de aula
·Preparação de apresentação coletiva
2º Semana
·Desenvolvimento de Atividades em sala de aula
·Apresentação Cultural/ Esportiva para finalizar o semestre
3º Semana
·Recesso Junino
4º Semana
Julho
1º semana
·Realização de atividades em sala de aula
·Mostra: painéis e cartazes...
2º semana
3º semana
·Culminância do projeto com apresentação para a comunidade
·Realização de uma torneiro interclasse de futebol
4º semana
Avaliação
A avaliação contemplará desde o inicio do projeto até o seu termino, implicando uma observação atenta para o cumprimento de todas as atividades propostas.
Todas as atividades devem ser avaliadas, desde as reuniões com os professores, passando pelas aulas até a culminância do projeto. Esta forma de avaliar torna-se necessário para que se criem possibilidades de tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados.
Os alunos, estaremos avaliando pelo método formativo-qualitativo, ou seja, estaremos avaliando o aluno pelo seu processo de aprendizagem, a partir de suas reflexões acerca do tema proposto. Só assim conseguiremos visualizar o quando a metodologia do projeto ele será eficiente para alcançar as metas propostas.
Referencias
DIDONÊ, Débora e ARAÙJO, Paulo. Bate-bola na escola. Nova Escola, São Paulo, ano 21, n. 192, p. 24-36, maio de 2006.
GENTILE, Paola. África de todos nós.Nova Escola, São Paulo, ano 20, n. 187, p.42-49, novembro de 2005.
VENANCIO, Silvana e FREIRE, João Batista. O jogo dentro e fora da escola. São Paulo: Ed. Autores Associados, 2005.
[1] Texto adaptado de DIDONÊ e ARAÚJO, 2006, p. 26-27.